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26/12/2023

Diário

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Corredor.JPG O dia 25 foi mais pachorrento. Manhã de sorna – a imitar vida de gato refastelado ao sol. Vida em casa de pijama e roupão até tarde. Aproveitei para escrever o postal anterior a relatar o dia de Natal. Ainda houve proposta para sairmos e andar a pé, mas este ano não me apeteceu. Só queria estar sossegada a ouvir smooth fm e passarinhar a casa e o corredor onde o Ritz foi espalhando de madrugada os diferentes ratos-brinquedo – já colecciona


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A tarde não foi diferente. Ainda pensei ler, mas qual quê? Seria preciso muito ímpeto. Limitei-me a acender as velas do Presépio e a saborear os pensamentos soltos na mais pura da preguiça. Aproveitei também para pedinchar ao Nuno que tocasse piano e lá tive direito a um pedaço de devaneio melódico. Durante todo o dia fiz apenas um telefonema e recebi outro de Natal. Estive até pouco antes das cinco da tarde em pijama – coisa boa –, hora a que lanchámos: chá preto com mel e os biscoitos do cabaz da empresa.


 


Os sinos da igreja repicaram a assinalar o nascimento de Jesus – o vento hoje trouxe o som mais nítido. Anoiteceu e só nessa altura reparei que a estrela cadente do Presépio se partiu – despistada pu-lo sem reparar. Não é particularmente bonito, mas gosto de ver as pequenas velas arder dentro do estábulo. Apaguei-as antes de sairmos.


Presépio (1).JPG


O jantar foi muito mais sereno do que ontem. A conversa versou sobretudo sobre memórias antigas – chegámos à conclusão que tirando os meus sobrinhos estamos todos velhos. A mãe estava feliz apesar de muito constipada.


O serviço de loiça corriqueiro de Natal substituiu o bom de ontem. E ao bacalhau de ontem sucedeu o peru. É o que menos importa - o pedido de um dos meus irmãos à mãe foi que houvesse batata assada, mas o que me agradou mesmo foi o regresso ao arroz árabe. Houve sobremesas que restaram de ontem: rabanadas, sonhos, bolos rei e rainha e pudim. A mousse de chocolate acabou ontem. A salada de fruta hoje ficou esquecida (ontem os olvidados foram os frutos secos). E a minha cunhada trouxe formigos. 


Prato (1).JPG


Batatas.JPGARROZ.JPG


Uma vez em casa acendi o globo como é costume e as luzes natalícias. Ensonada escrevi este postal para terminar o relato dos três dias de um Natal simples – creio parecido com o de muitos portugueses. Com a despretensão de quem não considera o nosso Natal mais genuíno, mais puro, menos hipócrita ou mais dentro dos cânones do que deve ser. É apenas um Natal entre tantos.