Esquisito sonho o de hoje. O cenário: vilas ou cidades portuguesas mais a sul, com castelos, muralhas e casario caiado de branco. Estou entre familiares misturados numa turba rarefeita de portugueses em turismo “cá dentro”. Reparo num museu simples dentro de uma das edificações, a contar a história da vila ou cidade. E eis que surgem elementos estranhos: terroristas islâmicos, a maioria denunciada pelas feições, tez e vestimentas. Começam os ataques, os quais não vejo mas tomo consciência. Entre eles, um rapaz de feições centro-europeias, com ar apalermado empunha uma arma e percebo que vou morrer às mãos de um pateta. Recuo, afasto-me da confusão o mais possível sabendo que não tenho escapatória: vou morrer, mas não às mãos de um palerma. Dirijo-me tranquila para uma ravina junto ao mar (a paisagem em tudo semelhante a Sagres, que visitei anualmente durante a década 80 e primeira metade dos anos 90). Aproximo-me como uma serenidade espantosa da borda da escarpa e dou um passo em frente. Numa suave, tranquila e demorada queda livre com o Atlântico (estranhamento calmo para a zona) em pano de fundo vou pensando que era o que tinha que fazer. Não chego a sentir um embate na água. Acordo sereníssima (depois de na noite de ontem ter tido pela primeira vez na vida um quase desmaio à conta de cansaço extremo por estar muito mais fraca e apesar disso ter incorrido em esforços desnecessários – aprendi a lição).