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07/12/2021

Último registo

A ouvir Beth Hart e B B King - as companhias dos últimos dias. Mas hoje com a vantagem de ser em casa e alto, sem a necessidade de auscultadores. Uma maravilha. É impressionante como há gente que mexe tanto com o que sentimos - que nos faz vibrar. Gente talentosa, gente que dá o que tem. Há momentos em que não é preciso muito para estar feliz.


Hoje acordei numa boa disposição só. Tudo correu pelo melhor. Até os pequenos incómodos e azedumes próprios destas estadias em hospitais puderam ser apaziguados antes da saída. Tudo limpo.


E mais limpa ainda a cabeça, por incrível que pareça. Não que a cabeça e o corpo não se ressintam das alterações emocionais provocadas pela intervenção, pelo desconforto temporário e alteração de hábitos, mas é impressionante como vim de lá limpa das porcarias de uma mente divagatória.


Alegre por ter mais 15 dias de baixa para me recompôr antes de voltar ao rame-rame. Na certeza, porém de dentro de meio ano começar a ver com nitidez os efeitos das benfeitorias a que de há 3 dias fui sujeita.


Espero que este postal feche o ciclo dos últimos dias e a partir de amanhã tenha a motivação suficiente para recomeçar a escrever sobre coisas normais. Por exemplo, podia fazer um texto de defesa da palavra coisa, de que tanto gosto. A ver vamos.