A conversa de ontem sobre chineses deu-me fome e apeteceu-me Chau Min com Gambas. Nem sei quando poderei voltar a provar tais comezainas – perdi momentaneamente a noção ao tempo que vou estar em restrição alimentar. Por enquanto estou contente por no próximo Sábado já poder beber a aguada de cozer feijão e carne picada. Até agora e ao fim de 11 dias: iogurte diluído em água, chá, sumo de fruta coado, água de cozer carne branca, batata e legumes; e alegria das alegrias: no próximo dia 27 já posso comer uma sopa passada. Mal posso esperar. E quem diria: provar bolacha Maria, pena que seja esmagada ou molhada ou lá o que é. É que nem um crepezito.
Com todos quantos falei que tivessem passado pelo mesmo processo, aliás, semelhante, já que fizeram apenas a sleeve e não o bypass gástrico, disseram-me que foi tudo fantástico, que se sentiam muito bem, sem qualquer tipo de fome. Confirmo que fome é impossível ter, já que passamos o dia inteiro a beber aos pequenos tragos e a sensação de saciedade é quase permanente. Sucede que ao fim de onze dias já estou farta da aguada de iogurte. O resto vai-se tragando bem, mas admito que por esta altura já começo a sonhar umas lulinhas ou salmão grelhado, uma massa com carne de vaca guisada, ou coisinhas mais leves como rojões à minhota.
Falam muito no desgosto de não comer doces. Para dizer a verdade, isso passa-me um pouco ao lado. Talvez venha a ter vontade de comer chocolate ou um bolo ou doce de quando em quando, mas essa nunca foi a minha tragédia. Gosto de comer comida, à séria.
Vão passar meses até que possa fazer uma refeição normal. E o corte mais drástico para quem estava habituada a quatro cafés por dia é a proibição do dito pelo menos nos primeiros três meses.
No postal seguinte, e como este blogue é um livro aberto, vou colocar as fotografias do esquema alimentar após cirurgia bariátrica.