Tantas vezes dóis-te das tuas fragilidades, vendo os outros como fortalezas plenas de segurança. Admiras ou invejas sem grande maldade a confiança convicta dos outros quando comparada com a tua confiança temerária que ora vai e se atira ao futuro a tremer de medo ora recua expectante e hesitante. Tantas vezes dás por ti a desejar ser menos insegura e saber definir ao menos para ti aquilo a que aspiras.
Eis quando reparas num pormenor de fragilidade de alguém e ficas a pensar: se sofrem da eterna dúvida como tu, como conseguirão fazer passar a imagem de segurança? Nunca o saberias fazer.