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22/12/2021

Covid-19

Cada vez mais afastada dos temas que parecem tocar todos, o facto de quase não haver postais nas Comezinhas sobre a pandemia não é uma premeditação. Simplesmente o assunto não entra nos meus pensamentos e só entra em conversas quando puxado por outra pessoa. Nessas alturas sinto penosamente a obrigação de dizer qualquer coisa e, como é evidente, saem vacuidades. É certo que é uma sorte não ter o vírus como tema, quanto mais não seja quer dizer que não perturbou a vida dos meus. Há um certo egoísmo nisto, mas há também uma total falta de paciência para a dissecação e histerismo associado.


De qualquer modo, também para que este blogue não pareça extraterrestre de todo, cumpre-me informar que sim, ainda me recordo que desde final de 2019 - Março de 2020 em Portugal - continuamos a viver sob a ameaça do coronavírus, tendo morrido mais de cinco milhões e trezentas mil pessoas por esse mundo fora, além das muitas que terão sucumbido à falta de tratamento de outras maleitas em virtude do congestionamento dos serviços hospitalares decorrente desta situação de excepção. No início do ano a variante Delta era a preocupação agora é a Ómicron, mais transmissível e menos mortal. Já ouvi especialistas alertar para a possibilidade de surgirem novas variantes e considerarem a hipótese das mutações poderem degenerar quer na maior transmissibilidade, quer na maior severidade da doença.


Quanto ao resto, ao mundo de opiniões sobre o vírus em si ou sobre a forma como os governos vão fazendo frente à propagação vou-me abster. No Verão passado opinei com irritação, mas volto à sensação inicial. Quase não tenho opinião. Limitei-me a vacinar na minha vez e tenciono voltar a fazê-lo quando tiver vez, a procurar não ouvir notícias em excesso sobre o assunto e a continuar na minha vida o mais normal possível longe dos histerismos e culpabilizações que reparei tanto atraírem milhares de ridículos e excitados indivíduos nas primeiras fases da pandemia, sempre dispostos a acusar o vizinho do lado de violar as regras e propagar a doença.