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27/07/2021

Sopitar

Cada vez que tenho uma ideia para escrever – fora daqui do blogue -, qualquer passagem com pequeno travo a criatividade, alguém me diz: isso já foi usado no filme tal, na série tal, no livro tal. É um cansaço: se me tivesse debruçado mais sobre a ficção científica e as distopias - serão sempre disruptivas, as distopias? (texto deste nosso terceiro milénio, deverá conter sempre estes dois termos) – não passaria por esta frustração nem vergonha.


Fico à espera que me digam que nalguma série, filme ou livro um país ou entidade – sei lá, ao calhas: a China ou qualquer laboratório internacional financiado por um conjunto de países – crie ou potencie uma doença para a qual a cura passe por adormecer as populações.


Imagine-se meio mundo, dois terços, três quartos ou quatro quintos do mundo a dormir - por aí adiante. Numa americanada a coisa seria bem gráfica com a imagens de controladores do tráfego aéreo sonolentos a deixar cair a tromba nos comandos, tal como pilotos, caixas dos supermercados, professores, cirurgiões - por aí fora. A maioria prostrada em suas casas, enquanto os mais despertos - com acesso a antídotos raros e comercializados em circuito fechado - se vão apoderando das vidas dos primeiros.


Uma elite de manipuladores tomaria conta a seu bel-prazer do mundo assim soporizado .


Com certeza já existe filme, série e livro. Tenho demasiado sono para confirmar: ler, ver e ouvir.


Vai um cochilo?