Hum, sim. Talvez tenha momentos de extremo mau feitio e intransigência, mas no resto do tempo sou um doce. Hum, talvez ninguém confirme a segunda preposição. Hum, com tamanha queda para os exames de consciência, talvez me tenha a habituado a driblá-los.
Vem isto a propósito de sempre reparar nos defeitos próprios e alheios. E ainda assim sucumbir quando me apontam falhas.
No caso, vem isto a propósito de notar em outrem a inveja pelo talento alheio - sendo que invejoso e invejado são terceiros. Talvez seja apenas juízo apressado, ou mesmo precipitado. Mas fica registado.
É preciso ter coração na inteligência (coragem) para perceber aquilo que é doado e acreditar que se trata de doação e não de venda a troco do quer que seja. Reduzir as formas de dádiva às conhecidas, anunciadas ou rotuladas de benignas, pode excluir as mais preciosas: as que não se esperam, não tocam à campainha nem têm o selo e os privilégios das favoráveis.
É de ter comiseração por aqueles que vêem na maioria dos outros simples mercenários. Deve ser triste e solitário viver nesse mundo feio e sujo.