O número de vezes que se invoca o Estado de Direito para continuar a provocar-lhe danos é assombroso. Há momentos em que a lucidez impõe que a defesa dos direitos e liberdades dos portugueses - tão lesadas nos últimos tempos - não seja usada como pretexto para manter a ineficiência do Sistema de Justiça e interesses corporativos e instalados.
A ideia que dá é que quando se inclina a argumentação para um lado - o da defesa dos direitos e garantias - bem, por fazer sentido nos casos em que o faz, logo todo o barco tomba para esse lado sem querer saber da lógica, da eficiência e da justiça do resultado.
Parece incrível que ainda se tenha de lembrar a balança como símbolo.
Isto tudo é muito cansativo. Não admira que haja quem cedo arrume as botas na área da Justiça.