Para alguém cujo lema de vida já foi “estou no ir” não ter carta de condução tem sido uma condicionante importante. Justificar-me com a pandemia para não fazer mais giros pelo país seria uma desculpa esfarrapada. Nos últimos anos sair, sem ser para as deslocações de rotina, tem sido a excepção. O que me arrelia.
Ontem estive a fazer simulações na Uber para verificar custos de deslocações de longo curso. Facilmente cheguei à conclusão que, por exemplo, não seria inviável num ano gozar de uma ida e volta até ao Algarve e meia dúzia de deslocações aos fins-de-semana por Portugal fora, ainda mais se comparado com os encargos de comprar e manter carro.
Usando a técnica de refutar ideias pré-concebidas que nos afastam de fazer aquilo que queremos, a ver se não me esqueço destas conclusões e aproveito o belo país que temos. Sem mais desculpas pela falta de autonomia implícita no não ter o volante nas mãos: é evidente que é outra liberdade e maiores as descobertas, mas não há mundos perfeitos.
Ontem pude confirmar que Guimarães continua a ser uma cidade encantada. De raízes bem preservadas, vivida e cuidada. Linda. Depois um alegre e rápido pulo a Braga, sem tempo para grandes demoras numa terra antiga com muita gente nova.