A mulher é vista como uma provocadora. Qualquer brincadeira é tida como uma sugestão e manifestação inequívoca de que está interessada em partir para uma aventura. Ele vê-se como uma vítima enredada nas artimanhas da espertalhona.
No momento em que ela percebe que está face ao um desequilibrado e deixa claro que não está interessada, começa a sessão das acusações: ela passa então a ser uma agressiva sem sentido de humor - possivelmente até uma dessas furiosas feministas que não gostam de homens, mais: uma aproveitadora. Como se o predador estivesse de boa-fé e fosse capaz de discernir o que é ironia no meio da obsessão.
Eles andam por aí, mas a grande preocupação parece continuar a ser proteger abusadores e apontar o dedo às mulheres: essas devassas com a mania de ter vontade própria.