Em dias de começo as palavras emperram. Muitos compassos de espera antes do que suponho vir a ser uma avalancha de trabalho. Gostava de ter paciência para ler as notícias, mas nem isso. Passo pelo Observador, e vejo o nome Vera Lagoa subir às gordas. Recordo este postal de Maio. Do conjunto de notícias de hoje no Observador nada me detém.
Felizmente, recuo ao dia 18/07/21, leio a entrevista ao Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Henrique Araújo. É curioso como a razão coincide tantas vezes com a exposição clara e concisa. Não é preciso muito para dizer a verdade, só coragem para afirmar que há excesso de garantias de defesa e conhecimento da poda para perceber onde encalham os processos Ai os expediente dilatórios, os vícios formais, a arguição de nulidades, ai os prazos das cartas rogatórias, ai os prazos de recurso, ai o caldinho propício à prescrição e o desejo inconfessado de o manter a pretexto de proteger o Estado de Direito, que um dia cai de podre de vergonha pelas contradições e hipocrisia. Tudo isto se sabia há 30 anos e nada se fez.
Nota: usei os termos "perra" e "emperram" como título e abertura deste postal, ainda antes de ler a entrevista, que disso mesmo trata. É um sinal (risos). Por essa razão, substituo o título original “Perra” por “Justiça perra”. Também os jornalistas entrevistadores conhecem bem dos encalhanços da Justiça, aliás, como há anos o país inteiro e, ainda assim, nada desata.