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11/06/2023

Fortuna

Há instantes estive a verificar o euromilhões. Jogo raramente. Ao contrário doutros momentos da vida em que não só jogava mais amiúde (nunca todas as semanas) como planeava realizações próprias e alheias decorrentes da distribuição do prémio. Dava-me imenso gozo esse devaneio. Hoje em dia, a ideia do primeiro prémio é-me medonha. Pode parecer estúpido (sobretudo aos grandes empreendedores) e displicente, mas odiaria ter de gerir tanto dinheiro. Já aqui admiti a aversão que o luxo (e o desperdício) me desperta. Hoje não vou elaborar muito sobre o assunto. Veio a referência ao euromillhões apenas a propósito de ter encontrado na carteira um boletim de há seis meses e ter reparado que a data é a do aniversário de um tio avô que morreu há mais de 40 anos. Fiquei a matutar: se tu te lembras das datas de aniversário de tios avôs que morreram há tanto tempo, é natural que não tenhas espaço na memória para circunstâncias presentes, passadas e futuras tão fundamentais para a maioria das pessoas. São pormenores diferentes como este e outras peculiaridades que nos fazem tão distintos uns dos outros, uns muito mais fora do comum do que outros.


Assuntos menores tomados por desinteressantes. Tretas comezinhas.


Agora, vou nadar na piscina municipal. Tudo uma sensaboria de comum pelintra. Sem a "boa" imagem artificial de lugares, actos e palavras chamariz. Uma maçada.