Na sequência dos postais do fim-de-semana encerro agora o tópico vestuário. Não sei se o debilóide Kim Jong-un e o facínora Vladimir Putin continuam a brincar às pilinhas ameaças de uso do nuclear, mas presumo que não. Hão-de esperar com certeza que eu acabe de tratar destes assuntos prementes como plantas, comida e roupa.
Ontem abri o gavetão onde estavam as blusas e camisas com mais de 15 anos. Reabilitei sete em tecidos, cores e padrões diferentes. E um fato. Há anos dei um punhado de fatos achando que nunca mais os iria vestir. Resistiu um, além de dois blazers. Nos primeiros anos profissionais a minha indumentária passava muito por calças e blusa ou malha fina de manga curta – Verão e Inverno - e blazer. Ainda não recuperei as malhas - salvo a que trago vestida hoje -, tenho de inspeccionar melhor as gavetas.
Nem tudo é perfeito, nem podia. Consegui enfiar-me na roupa que usava na primeira metade da casa dos 30, mas não na dos 20. Precisaria emagrecer mais 15 quilos - o que não vai acontecer. Assim fico com a noção da evolução do meu corpo nos últimos 25 anos.
De qualquer forma, hoje foi bom sair de casa a sentir-me bem, arranjada – mas nunca, espero, pregadinha ou alinhada, com ar de manequim de loja, essas coisas com que embirro - aparências que condizem com certezas.