







Não há nada que queira dizer sobre a visita de hoje ao Museu Van Gogh, salvo isto: é o único pintor que me comove ao ponto de chorar ao ver as suas obras. Uns minutos frente aos camponeses, aos comedores de batatas, aos auto-retratos, à amendoeira em flor, ao vôo de corvos sobre campo de trigo ou qualquer outro cliché, faz valer a pena a viagem até Amesterdão. Podia ter vindo só por isto: para ter uns minutos com Van Gogh. Sou uma parola que adere fácil ao gosto e emoção massificada.
Este está a ser um ano denso e rico. Hoje terá sido um dos pontos altos.
Sobre a estadia acrescento apenas a pequena evolução em três dias. Pormenores insignificantes que marcam momentos das pessoas comuns. No Domingo de manhã virava o mapa ao contrário para saber em que rua estava, tendo num par de vezes de parar e perguntar aos locais informações, na segunda-feira abria o mapa só no início das caminhadas apesar dos percursos serem maioritariamente diferentes, hoje num rumo novo já só tirei o mapa da carteira uma única vez para certificar-me que percentagem de caminho havíamos feito e quanto tempo estimava para chegar. Não está mau. Agora se ficar no desemprego já posso abalar de mochila pelo mundo. Só não sei muito bem do que hei-de viver. Logo se vê.