
Cão Ladrando à Lua, Joan Miró.
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Sobre esta e outras telas de Joan Miró, podemos aprender qualquer coisa no The Art Story.
Vi a obra deste pintor catalão pela primeira vez em Serralves, não sei bem se no fim dos anos 80, se no início dos anos 90. Achei que o artista brincava connosco, o que deu azo a desconexas conversas sobre os vários quadros, a irreverência e espírito provocador, com a amiga que me acompanhou na visita.
Serralves foi o principal espaço de arte que comecei a visitar com a minha mãe - desde criança espreitávamos as galerias na Rua da Conceição, Rua da Galeria de Paris e mais tarde as da Rua Miguel Bombarda.
Lá, em Serralves, em torno de 1989 ou 1990, impressionei-me brutalmente com os carvões dos Caprichos, Desastres e Tauromaquia, um aperitivo para os Desastres da Guerra de Goya. Em 2005 tive possibilidade de ir ao Prado - na companhia da S., uma argentina com muita vontade de fotografar -, ver tudo quanto ambicionava de Francisco Goya: sem perder, claro, O 3 de Maio de 1808 em Madrid e A Maja Nua. Lembro-me que a catrefada de quadros da Côrte sensibilizou-me menos, salvo talvez a presença marcante das crianças e a tentação - como usual entre os grandes mestres -, de se retratar discretamente em tela imortal. Tal como lá, em Serralves, pasmei com as Gravuras de Picasso. Ia jurar, mas não assevero, que foi nessa altura que vi a série Guitarras, que nunca consegui dissociar das Meninas de Avignon, nem das outras meninas com que homenageou Velásquez. Mais tarde também o revisitei no Museu do Prado.