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16/11/2022

Sonho

Em sonhos esta noite estive no apartamento de Gaia onde vivi a adolescência. Com o Nuno sintonizava um pequeno e moderníssimo rádio de mão, junto de uma poltrona de orelhas. Pouco depois encontrava-me sozinha num café da zona, que rapidamente se transformou num restaurante perto do actual local de trabalho. Por as mesas do rés-do-chão serem amplas e para várias pessoas e me encontrar sozinha decidi subir ao primeiro andar em busca de uma mesa pequena. Sucede que não havia escada normal, mas uma amovível que acabava no ar um bom metro antes de uma espécie de alçapão-janela na parede e não no tecto. O empregado achava tudo aquilo normal e explicava-me que tinha de baixar uma gerigonça de madeira para destapar a tal abertura na parede com os últimos degraus. Acresce que não havia dobradiças de metal, mas de papel, aliás, de cartão. Era uma da tarde e eu estranhava o facto de nos dois pisos as mesas se encontarem vazias. O mais surpreendente é que apesar de achar tudo aquilo absurdo e perceber que jamais a engrenagem suportaria o peso de uma pessoa, não contrariava o empregado que me ia dando indicações de como encaixar as dobradiças de cartão. Hoje nem fui ver as interpretações. Fiz a minha: a evolução futura é muito frágil, periclitante.