Tal como contei aqui em 2020, depois de comprar o sofá das minhas delícias - ainda ontem adormeci e voltei a acordar nele às quatro da matina na companhia do Ritz; o raio do sofá é mesmo confortável - andei à cata de uma poltrona, mas acabei por estofar a antiga. Quase três anos volvidos já com os novos elementos bem marcados pelas unhas do gato, que me nego a cortar, e na sequência de passar os últimos dias a magicar novamente deitar abaixo paredes para ampliar a sala - cuja exiguidade é pretexto para pensar em mudar de casa -, é hora de alterações. Como cheguei uma vez mais à conclusão que não faz sentido eliminar a parede que une a sala ao espaço do Nuno, que ficaria sem privacidade, nem a parede que dá para o hall porque a sala ficaria devassada, resta-me finalmente introduzir nesta casa o tal Orelhas. Preciso de arejo - já sabem que não raro os temas nas Comezinhas são de extrema relevância para o destino da humanidade além de recorrentes; bato muito nas mesmas importantíssimas teclas.
E como há dramas graves na vida, escolhas difíceis, digamos assim, estou indecisa mais uma vez. Em Maio de 2020 andei a cuscar as lojas Area, Kinda, Conforama, Gato Preto e IKEA. As duas primeiras não têm o que quero, as duas seguintes dispõem deles, mas não gosto. Resta-me a IKEA, mas não sei se opte pelo discreto e um tanto cobarde bege, ou se me afoite corajosa no atrevido amarelo.
Nesta sequência da "fotonovela", mais precisamente no episódio quatro, aceito sugestões, sabendo que não quero cadeiras de design moderno, mas um tradicional e bem cafona Orelhas - ponto de honra.