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25/11/2022

Atrasada

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Talvez devesse registar esta manhã, mas ainda vou no final de tarde de ontem. Há dias em que a vista no local de trabalho é deslumbrante, outros impactante, e não resisto a tirar uma ou outra fotografia, apesar da máquina fotográfica ser mazita e a manuseadora dela não lhe dedicar grandes primores.


Depois de duas semanas de dias ininterruptos de chuva – há quem me conteste, não foram duas mas sim três, contudo creio que houve abertas na primeira da sequência -, hoje o céu está praticamente limpo. Bem o anunciava o vermelhusco de ontem a poente, registado na imagem abaixo (pena a fotografia não representar o vermelhão real percepcionado pelas pupilas dos olhos).


Na semana passada não consegui captar um expressivo momento da manhã prévia ao vendaval desfeito à hora de almoço – um bando de muitas dezenas de gaivotas numa dança frenética e desnorteada enchia a visão de toda a esquadria da janela, a fazer lembrar o filme de Hitchcock. Acontece pontualmente antes das tempestades. O mundo ainda é o que sempre foi, desde que tenhamos os olhos da razão e do coração abertos.


Sentiria falta deste ponto de vigia, se o perdesse, como é bem possível que aconteça.