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13/04/2023

Diário

Esta manhã de Sábado começamos por ouvir o podcast E o Resto é História, Qual é o problema entre a China e Taiwan? Rui Ramos recorda-nos o facto da Formosa, cujo nome oficial é República da China, ter estado sob o jugo japonês até 1945 (depois do domínio chinês e europeu), e as razões para o separatismo. Fala-nos da Guerra Civil Chinesa e da divisão entre China Continental tomada por Mao Tsé-Tung e a Ilha de Taiwan, liderada por de Chiang Kai-shek e o partido nacionalista Kuomintang. Ambos seguindo um modelo de regime unipartidário, o segundo com inspiração leninista. A República Chinesa foi reconhecida como representante governamental legítimo da China até à década de 70, quando esse reconhecimento foi transferido pelas Nações Unidas e Estados Unidos para a República Popular da China. Hoje o Kuomintang, que continua a preconizar a unificação da nação, é considerado mais amistoso pela República Popular do que os partidos que pretendem introduzir reformas democráticas e a independência formal de Taiwan.


Sobre Chiang Kai-shek, Mao Tsé-Tung e a China do século XX muito se pode saber lendo livro As Irmãs Soong: a Mais Velha, a Mais Nova e a Vermelha, que não li. Já sabem que nesta casa gasta-se ler poucos livros e lábia em admiti-lo, coisa que infelizmente não é feita por muito boa gente que gosta de dar o ar e de exibir leituras fantasiosas. Não li, mas como sou filha de uma leitora escrupulosa que gosta de me relatar o que vai lendo, fui podendo conhecer com algum pormenor os interstícios das vidas familiares e políticas de grandes figuras chinesas do século XX. Um dia leio também o romance de Jung Chang, mas não antes de concluir As Rotas da Seda. Como sabem demoro muito, às vezes meses ou anos a ler um livro. Excepto se o for oferecer a alguém, caso no qual o posso ler numa ou duas noites e, vá, naqueles picos de entusiasmo, lá marcham uns a melhor ritmo.


Por falar em China. O único post das Comezinhas que pretendo apagar ou refazer (publicando sob data actualizada) é o da série Espanador sobre este país. O desconhecimento era tanto que, por simplismo, facilitei. Soa-me a decalque e se há coisa que não me caracteriza é debitar o que li sem processar a informação, digeri-la e sem a apresentar de forma original. O que de facto aconteceu naquele post. Por isso é lixo a refazer. Talvez o esconda (passando a rascunho) por vergonha até ter leitura e reflexão suficientes para redigir um que não me envergonhe. Ou talvez o mantenha à vista de todos, para que haja consciência do crivo entre original e imitação, dando-me de exemplo pela negativa, coisa aberrante para quem vive no mundo da exaltação da auto-estima, da arrogância e da real falta de noção do ridículo.