Harmonizar o emocional e o racional não é o teu forte. Foi demasiado fácil deixares-te ir ao sabor das emoções, imprudente e inconsequente. Lá longe no tempo, muito. Mais perto, talvez menos. Dás por ti a pensar se o amadurecimento no teu caso passará por começar a saber equilibrar estas coisas. Se for o caso, ainda te falta crescer tanto.
Dás por ti a abafar inconscientemente o emocional com a razão ou sensatez. É uma espécie de barra intransponível do salto à vara. Como se soubesses de antemão que não saltarás àquela altura e por isso te deixasses entretida no colchão a tratar de assuntos rotineiros, abstraindo de que transpor a sarrafo era o teu destino. Ou então um mar envidraçado, espécie de fina camada de gelo que o cobrisse por inteiro, mantendo-te a nadar em águas profundas sem capacidade como as baleias de vir à tona respirar. Conheces o resultado óbvio: ou vai ou racha e sabes bem como é rachar. As emoções explodem, desmedidas e descontroladas. Segue-se o sossego.