Não tinha reparado que a ECO Sapo noticiou, na passada terça-feira, a resposta do Tribunal de Contas à pergunta simples que aqui (e aqui) tinha feito há um ano: as constantes ajudas dos contribuintes ao Novo Banco (ao BES) – que se cifram em 10.8 mil milhões -, igualam ou superam ou não os prejuízos que a resolução tentou evitar?
Fica a resposta do Tribunal de Contas.
“O valor das medidas de auxílio estatal ao Novo Banco, por injeção de capital, corresponde a 23% (10,8 mil milhões de euros) do valor (de 47 mil milhões) dos ativos ponderados pelo risco do BES, à data da resolução”, disse o Tribunal de Contas.
O tribunal deixou ainda mais duas comparações: “O Banco de Portugal estimou, em 2014, como custo de uma resolução desordenada do BES, perdas entre os 20 e os 25 mil milhões de euros. A estimativa foi posteriormente confirmada num relatório realizado pela Deloitte, que estimou em 22 mil milhões de euros as perdas que os credores teriam sofrido num cenário de liquidação do BES”.