Impressionante.
Relês o postal Corridinho escrito há precisamente um ano. Recordas bem ter ficado irritada dias depois por ter escrito ‘lembraste’ quando querias usar ‘lembras-te’, pelo que corrigiste o erro. Hoje deste por ti a achar novamente que estava errada a correcção. Perdeste uns minutos a pensar: era a segunda pessoa do pretérito perfeito e não a conjugação do verbo com o pronome que queria usar. Não, não era. Era mesmo o presente com o pronome reflexo.
Que fazer? Já te aconteceu quinhentas vezes, já leste a regra dezenas de vezes. E parece-te impossível fixar. Até dos truques para memorizar te recordas. Mas escreves mais por intuição do que pela gramática.
É um erro recorrente desde criança, tal como a pontuação, para a qual conheces duas ou três regras basilares e tudo o mais te sai por fazer ou não sentido na estrutura e divisão da frase.
Ainda por cima no caso bastava escrever 'lembras' - limando a frase - e utilizar o artigo em vez da contracção da preposição com o pronome e artigo.
O resto do postal remete para a poesia. E de momento não andas com vontade de versejar. O que não quer dizer que reapareça a qualquer momento.