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03/04/2020

Registo telegráfico

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O pé na rua e a primeira imagem: a de um Jeep a passar. Tudo na mesma, salvo a obra que hoje voltou a ter polícia a vigiar. Ida ao supermercado e sempre a descer até ao metro. Ia a passar um vazio para a Póvoa. Vazio não, mas com meia-dúzia de gatos-pingados nas duas últimas carruagens. Um dia, quando voltarem a ter um ror (adoro estas coisas) de gente, ainda o apanho. Uma pequena subida e no nó que dá acesso ao concelho vizinho uma brigada. Uns carros seguem quase sem paragem, a outros a pergunta: para onde? Também sigo. Na Clara de Resende às 9.35h toca para dentro sem haver miúdos para chamar. Uma troca directa de bolachas por luvas. E ó pra cá (o gozo que estas coisas me dão não se pode imaginar) batota: um autocarro até meio caminho, uma corridinha para matar saudades que faltava um minuto para o outro. Ao todo nove paragens. De novo nas minhas bandas, cruzo-me com o Jeep em andamento. Olho como de costume para a matrícula e confirmo: é o mesmo e está tudo muito bem.