
Na semana passada cancelei a assinatura digital do Correio da Manhã. A partir do início de Maio entra a Calamidade (imagino sempre um precipício quando leio a palavra) e deixo de ter acesso. Na verdade até ao fim de Maio ainda tenho acesso a todos por outras vias, mas façamos de conta que não. Já não me lembro bem quando subscrevi o CM. Julgo que foi após o Verão de 2016, mas não estou certa. Pronto, sei. Com esta revelação acabei de perder metade da mão-cheia de generosos frequentadores desta casa. Agora coloca-se outra questão: que jornal subscrever? Ando indecisa entre o Público e o Observador. No Público levam as coisas mais a sério e dão-se ao trabalho de pensar e tudo, mas são uns chatos, cada vez mais chatos e dogmáticos. No Observador há um punhado de gente com graça e uma profusão de engraçadinhos esforçados sem um pingo de piada, e uma ou outra avis rara culta e educada, mas o certo é que está cheio de questiúnculas, infantilismo e ressabiamento.
Enfim, quero aprender qualquer coisa e fico como o tolo em cima da ponte: ou aturo o tédio do Público ou a mesquinhez do Observador. E estamos nisto. Nesta encruzilhada, só para escolher os três ou quatro artigos ou crónicas que leio por dia. Uma canseira. Ele há vidas difíceis.