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25/04/2020

Efémeras

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*


Vozes


efémeras


as que se mantém


sempre à tona,


constantes -


surdas à razão -,


do lado do poder


seja ele qual for


e a que preço for.


 


Apartadas


das vidas passageiras


as que conhecem


o sabor e as dores


da liberdade,


e o seu reverso.


Trazem-na vestida,


colada à pele,


suada e esfolada.


 


Distintas


das vidas atentas


à corda jactante


da força que estica


e volta a esticar;


e avisam –


se ainda há um pingo


de decência:


é tempo


de arrepiar caminho.


Que esse trilho


de desfaçatez


está minado,


não por quem levanta


a voz de alerta,


constante 


- e como de costume


é enxovalhado e acusado


de fascista –,


mas pelos calados,


sentidos


e fartos de ser


aldrabados.