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10/10/2020

Tempo: voltas à casa.

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Se os tempos estão negativos ou virados para agressividades, nada como espairecer e libertar as energias acumuladas. E treinar a paciência, que é qualidade fundamental para os tempos que correm. Ora, para quem se habituou em criança, nos meses mais quentes, a dar voltas à grande mesa da cozinha à espera que a torneira da água da mina acabasse de encher o copo, e a contabilizar o tempo em voltas à casa - sim, por exemplo, quando me diziam que faltava x tempo para o almoço, perguntava: isso são quantas voltas à casa? – fazer uma caminhada é a grande solução para muitos dilemas. E mais: é um gosto.


Tudo isto para dizer que voltei aos passeios semanais que fiz entre Março e Junho. Desta vez mudei de rota, em vez de ir para Ocidente, virei a Oriente. E fui dar uns giros pela pequena e ruidosa Quinta do Covelo.


Há 11/13 anos fazia um périplo quase diariamente após o jantar. Mas a zona era mais plana e arborizada, e por isso tentadora. Além do que, até há dois anos e meio, vinha regularmente do trabalho a pé. Agora nem árvores pelo caminho nem facilidades. Esta zona íngreme levou-me a desistir – mal – de continuar a ir e vir do trabalho a butes. Fraqueza a rever.


Em suma: hoje foi dia de dar voltas à casa. De regar a paciência. E de cheiro a madeira cortada: a serrim.


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