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09/10/2020

Essencial

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Ontem de manhã deixei-me dormir. Não me acontecia há muito, mas calha aos melhores. Sucede que os 45 minutos matinais em casa se converteram em escassos 10 minutos e tive que me despachar. O dia correu bem. Nada de muito relevante a assinalar.


Depois do jantar ligo à minha mãe. Como usual ponho-me a calcorrear a Alameda de Serpa Pinto – nome que dou ao corredor lá de casa, que desemboca no Largo das 5 portas -, e deparo-me com o espelho. Não! A blusa do avesso. O dia inteiro ainda não me tinha acontecido. E vestir coisas do avesso é coisa que me ocorre esporadicamente. Conto e reclamo: ninguém me avisou. A minha mãe responde: já toda a gente desistiu. Rimo-nos. Não há o que fazer. Um pouco mais adiante em comentário sobre leituras e sobre a Mafalda oiço isto: não haja dúvida que em si ela deu imenso efeito. Bem sei que foi dito em tom crítico, mas quero crer que lá no íntimo signifique mais isto: vá, não se perdeu tudo, até fiz um bom trabalho. Quem sai aos seus não degenera.


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Fotografia sobre o que realmente importa - o essencial. Sapatos confortáveis.


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Creio que acabo de usar um dos primeiros pontos de exclamação nas Comezinhas. Deve ser por hoje ser sexta-feira. Bom dia.