
Belíssimo filme visto anteontem, o Mar Adentro. A proximidade das paisagens galegas, o realismo e a intimidade da fachada e do miolo daquela casa. Tão próxima e palpável como os elementos da família – a extraordinária figura da cunhada, que por si só merecia um retrato barroco - e os amigos. As suas inquietações e diferentes posições face à decisão de Ramón Sampedro. A inteligência luminosa – que não chega – e o humor deste homem que decide pela morte. A vida reduzida a um quarto e ao sonho impossível. A densidade do enredo em volta da mais difícil das escolhas. O destino no mar.