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19/02/2023

Varanda

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Este Domingo.


Depois de muita sorna tenciono jantar fora. Repetir a segunda-feira, excepcionalmente. Não é provável que vá fazer a viagem planeada para o Verão deste ano, por isso posso permitir-me certos desafogos. Irei comprar uma máquina de café Dolce Gusto. A antiga pifou esta manhã, depois de alguns avisos prévios. Bebemos por isso Nescafé. Só me chateia o facto das cápsulas não serem recicláveis (bom, é possível abri-las e separar o pó do plástico e do alumínio, mas não é prático). Se não sou maníaca das questões ambientais, considero que devemos consumir de forma racional, prudente e não gosto de desperdício. Se bem que fico a pensar naquela enzima que come plástico: como andará esse processo? Seduz-me a ideia do homem sempre se adaptar à Natureza e da capacidade de engenho ser prodigiosa. Esses são os assombros da vida, da ciência que interessa. À parte destas importantes considerações só me ocorre outra. A S. recordou-me hoje que andar a pé - o exercício físico - faz bem à memória. Não me posso esquecer disso. Bem tenho descido de manhã e à hora de almoço a pé para o trabalho. É para continuar, não posso perder o hábito de andar a pé, para olear a máquina cinzenta, de modo a não ficar parvinha de todo.