Até hoje só tenho memória de ter assinado uma petição. Foi há anos, numa Feira do Livro, contra o Acordo Ortográfico, matéria que não me comove muito. Creio ter subscrito outra, mas já não tenho memória do teor. Hoje só me vejo a assinar a Petição a Favor do Assassinato de Putin - essa sim seria uma petição a favor da paz. Num tempo que se fazem petições por futilidades, isso sim, mereceria atenção. Não ignoro os argumentos contrários: a eliminação (eufemismo de assassinato) do facínora é considerada contraproducente, havendo quem defenda que isso sim seria o início da Terceira Guerra Mundial, com recurso ao nuclear. Há quem ache que Putin ainda terá uma réstia de pudor, que quem ficasse não teria. Há quem preveja a desagregação da Rússia e efeitos avassaladores para a Europa e o mundo. Enquanto nos entretemos a conjecturar tudo isto, ouvindo sábios e especialistas, cujo sustento é a própria opinião sobre guerra, a Ucrânia e os ucranianos vão sendo sacrificados. Virão outros depois, e quem comodamente acha que se deve conter os estragos às fronteiras ucranianas, ainda não percebeu que de uma forma ou outra vai levar com a guerra na tromba. O que se tem estado a fazer é apenas adiar. O assassinato de Putin, que defendo desde o primeiro momento, é imperativo e urgente.
Entre tantos sábios, não haverá quem saiba lançar uma petição nesse sentido? Para começo, depois logo se veria com outros sábios, como executá-la.
Dizem-me que ao escrever este post revelo falta de bom senso. Seja. Também devo revelar burrice. Seja. Ficou escrito.
*
Alguém mais sensato e conhecedor do que eu, diz-me: era melhor o comandante (máximo) do Grupo Wagner - que opera em diversos pontos do mundo - e uns subordinados principais.