Numa conversa íntima recorrente refiro-me em tom crítico à forma dogmática e hermética (dois chavões de uma vez só) de discutir um qualquer tema e logo me dizem: mas isso não é opinião, é moldura. Essa gente não gosta da tela, mas da moldura.
É um pouco verdade. Mas também percebo a necessidade de recorrer a modelos e cânones para desenvolver os assuntos que interessam, tentando aclarar aspectos que escapam a juízos mais primários ou superficiais. Sob reserva de se compreender que a forma deve ser usada em auxílio da substância não a substituindo ou anulando.
Há com certeza um meio termo desejável entre o básico e o presumido, a forma de enquadrar sem ser quadrado.