Tentei. Além de um punhado de crónicas, abri o Observador e o Público na viagem de regresso. Com enorme esforço li as gordas e as primeiras linhas de meia-dúzia de artigos. Era suposto ao fim de tantos dias voltar à actualidade. Mas não deu. Tenho uma vaga ideia de ter lido dois ou três textos sobre a chegada das primeiras vacinas. Pois muito bem, queira Deus que corra tudo bem. Também vi aquelas séries intermináveis de textos sobre os acontecidos, os livros, os filmes as músicas etc. e tal de 2020. Está bem. Estou como um amigo me disse ontem: mortinha que acabe 2019 para dar as boas vindas a 2021. E o que mais me interessa é cumprir o acordo bem-disposto que fiz ontem com uma amiga de comprar peças de roupa de cores certas para os bons augúrios do próximo ano. Isto à revelia de jovem e sábio conselho que me deram ontem também de voltar ao azul dos anos anteriores, em atenção ao descalabro que provoquei em 2020 ao escolher a cor errada. Mas não, o ano passado aboli o azul no réveillon e ao fim de tantos anos de superstição e gozo de toda a família e amigos - por ligar a estas palermices -, no próximo dia 31 também irei inovar.
À chegada a casa, coisas mais prementes a tratar: almoço muito tardio para encomendar, mala para desfazer, roupa para a máquina e depois estender, casa para arrumar e já que a genica era tanta, arrumação geral nos guarda-fatos e gavetas para me desfazer do que já cá não fazia falta. Resultado: agora à noite fiquei K.O.. Amanhã será dia de pura sorna.