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08/12/2020

A tecla de sempre

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Ai e tal e as redes sociais são um lixo. São. E antes das redes sociais e a par delas, a comunicação social? A manipulação da informação através de imagens. As fotografias fofinhas ou credíveis dos políticos ou figuras públicas de que se quer dar uma imagem limpa e as distorcidas ou mal-amanhadas dos detestáveis. Tudo se vende e vendeu durante muitos anos na comunicação social. Venderam candidatos a cargos políticos, jornalistas, analistas e comentadores, empresários, cozinheiros, estilistas e outros ídolos. Ah, as redes sociais estão ao nível dos reality shows. Pois, é uma chatice: agora vendem empregados de mesa, cabeleireiras, personal trainers, lojistas e strippers. É verdade, é outro target. Mas o princípio é o mesmo. Quantas vezes dizer que há diferença entre informação credível e atoardas é pouco mais do que embrulho? E as encomendas de notícias a favorecer determinado político ou empresa? Ah, mas temos que pôr um travão nisto e não relativizar, se não é o descalabro total, e a democracia vira uma choldra. Mas, como assim? Choldra já ela é. E se criticamos o mexilhão por não saber distinguir factos de boatos, não podemos fechar os olhos à maior corrupção de princípios de quem tinha a obrigação de fazer diferente.