É de mim, ou o novo Governador do Banco de Portugal arroga-se de certo protagonismo político, como se ainda estivesse no Governo? Ainda sou do tempo em que ao Governador do BdP competia supervisionar as instituições de crédito, regular e fiscalizar o bom funcionamento dos sistemas de pagamentos, mediar as relações monetárias com o exterior. E de todas estas funções exigirem certa sobriedade. Bem sei que também lhe competem as estatísticas financeiras e monetárias e o aconselhamento ao Governo nestas matérias, mas será que isso se faz através de conferências de imprensa e artigos nos jornais?
Devo ser muito conservadora, mas pensei que estas coisas técnicas deveriam ser tratadas sem recurso a protagonismo político e juízos de valor.