Clarinho como a água, o artigo de opinião de João Miguel Tavares no Público. Quem não percebe o que é dito, das duas uma: ou é adepto da extrema esquerda, professando declarada ou encapotadamente o seu ideário, ou tolera em democracia a sobrevivência de partidos que não condenam desvarios totalitários e ofensas grosseiras à liberdade individual, ao mesmo tempo que não tolera radicalismos de outra estirpe. Esta é a fina flor da intelectualidade portuguesa, que nos tem mantido neste atraso de vida. Neste anacronismo de fundo numa sociedade aparentemente moderna e tecnológica, mas de facto funcionando como clube tradicional da bolinha preta de esquerda.
*
Recapitulando, aqui estão três textos do Comezinhas sobre o mesmo assunto. Afinal descobri mais este. E há por aí outros, mas garanto que me daria muita alegria deixar de escrever sobre este tema, seria sinal que já tínhamos passado a fase dos joguinhos infantis.