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18/11/2020

Ainda o PSD e o Chega

Ontem resolvi usar o sistema de gravação da NOS e ver a entrevista a André Ventura de segunda-feira. O que vi? Um vendedor da banha da cobra com meia-dúzia de afirmações, entre elas várias verdades, envolvidas no engodo ou isco para gente descontente. Gente descontente com razões para o estar, que é coisa que em regra quem faz análise sobre o assunto, esquece. Pormenores que fazem toda a diferença.


É trapaceiro? É. Mas muito do que propala faz parte do indizível neste ambiente farsolas e delirante em que vivemos.


Mais uma vez do que vejo confirmo que não fará mal algum trazer o indízivel à tona. Responsabilizá-lo pelas afirmações, confrontá-las com os limites de decência, ao invés de o enxovalhar para manter uma falsa imagem de grande defensor dos direitos, liberdades e garantias.


Quem sai bem na fotografia? O PSD ao colocar a cláusula no acordo para salvaguardar o respeito por esses mesmos direitos. Os fundamentais.


Ao contrário do que tenho lido,  o PSD não perde com a decisão, antes pelo contrário. Não só não ultrapassou qualquer linha vermelha, a não ser a da intolerância da esquerda bacôca, como se afirma como partido de charneira, marca que tinha perdido.


O PSD vai ser engolido pelo Chega? Não, não vai. Apesar desse parecer ser o desejo de muitos que votam indiferentente no PSD e no PS, como se fossem partidos semelhantes. Ainda bem que a demarcação foi feita. Já não era sem tempo.


Tudo quanto acabei de dizer traduz o pensamento de muitos portugueses - apelidados de estúpidos por iluminados -, nem todos com vontade de o expressar.