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10/11/2020

Eternos planos

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Há dias em que acordo a matutar: não há paciência para as modas da cozinha saudável, doses milimétricas de frutos secos, perdão, proteína, e exercício físico regular, mas isto assim também não pode continuar. Lá venho eu com a ladainha habitual, já nem a mim me aturo. Agora, ao saber que a cirurgia na melhor das hipóteses vai ser no início de 2022, a coisa volta a ser premente. O à vontadinha tem que acabar sob pena de não chegar aos 82 anos, nem ter o prazer de voltar a fumar um cigarrinho - o grande objectivo de vida. Nos últimos dois anos acabei com vários maus vícios como o chocolate diário e batata frita e snacks. Mas não tenho o menor cuidado com os hidratos de carbono nem com os queijos e lacticínios em geral. As grandes pechas da minha alimentação. 

 

Talvez voltar a cozinhar sempre. Fazê-lo diariamente, prescindindo da ubereats e do take away. Seria um bom princípio. Mas dá trabalho e rouba-me tempo para outros passatempos que me dão mais gozo. Hum. Talvez se voltasse a fazer um plano semanal de ementas a coisa resultasse. E se pegasse num dos planos das empenhadas nutricionistas que conheci. E assim deambulo nos projectos sem os concretizar. Bom, mas se pensar bem, já tive outras conquistas. Conseguimentos, como dizia a outra. Na batalha entre a obstinação e a inconsequência às vezes lá ganha a teimosia (a tentar convencer-me que é possível mudar de rumo). Bem, jantar. Vou investir nos jantares e relaxar nas sopas compradas para o almoço. Talvez não seja má opção. 


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