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05/06/2020

Futuro

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Desta entrevista destaco o optimismo da Comissária Europeia da Coesão e das Reformas, Elisa Ferreira, e o que diz para além da bazuca. Dando relevo e prioridade às ajudas de Estado, que se por um lado podem desequilibrar o mercado comunitário, favorecendo países com maior capacidade para libertar essas ajudas às suas empresas, por outro, juntamente com os fundos estruturais (a fundo perdido), podem amenizar o mau efeito do endividamento. Espero que esteja certa neste segundo aspecto.


Ontem ouvi o José Gomes Ferreira na SIC muito optimista com o famigerado ‘quase finalmente operacional' Banco de Fomento.


Fala-se em procedimentos mais aligeirados e transparentes. Com menos intermediários. Mais rápidos e próximos das empresas, dos cidadãos, os verdadeiros destinatários dos fundos.


Oxalá tenham razão e não seja mais um flop, como já vimos tantos. Que não contribua para o acentuar das disparidades entre países. Será que vamos aproveitar as tais ajudas a fundo perdido e fazer reformas? Daquelas que doem, e que os socialistas sempre se negaram a fazer e sempre impediram que outros governos as fizessem. Ou vamos cerrar fileiras em contínuo endividamento, a cantar de galo, mas mantendo-nos enrolados para todo sempre com a corda na garganta, a fazer de conta que somos um país autónomo, economicamente viável e respeitável?