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06/07/2020

Irritações

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Apesar de reconhecer que cometo vários erros gramaticais (alguns graves) e que todos os dias me encho de dúvidas ao escrever, não deixo de notar nos maus usos da língua portuguesa. Por mero preciosismo de educação ou vivência tenho, como todos nós, irritações de estimação. Manias. Começo hoje por contar uma delas.


Fico de pêlo eriçado quando oiço ou leio alguém "meter o livro em cima da mesa", "meter nomes estrangeiros aos filhos" ou pérolas do género. Já não digo para colocarem por poder parecer pretensioso, mas por amor de Deus: ponham. O verbo pôr existe e é para ser usado. Creio que a explicação para o uso abusivo e grosseiro do verbo meter está no facto desta nova geração que perora na televisão e nas redes sociais ser filha dos que nos diziam há trinta anos que quem põe são as galinhas. E pronto, estamos nisto.


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Adenda: grata a quem avisou da falha 'oiço o leio'. Já emendei.