
Parque da Cidade - Porto, Dezembro 2019
*
Se nada
há a dizer,
hiberna.
E regressa
ao romper
da Primavera,
a florir
o último sorriso,
no prenúncio
do ferro
em brasa.
Faz
pesar
a pena;
é preciso
saber resistir.
Enche
o peito,
e coragem.
Aproveita
a chuva
bendita,
a alegria
do sopro frio.
O aconchego
da lã,
na abóboda
enevoada.
Fareja
o despontar
do verde
na terra,
ouve o rugido
do mar
irado.
Não venhas
sem saber.
Na boleia
do raio de sol
furtivo,
vem devagar
vem devagar
e a querer.
Demora a
a atravessar
a rua,
a subir
a parede.
Qual caracol
em dia molhado,
goza
o teu Inverno
encantado.
encantado.
(última versão a 18/12/19)